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Este Blog é para expor publicações periódicas que contribuam para desenvolver atividades artísticas culturais e recreativas dentro de uma postura construtiva através da Pedagogia da Animação, ampliando diversos conceitos da qualidade total nas áreas de Recreação, Folclore, Literatura e Música. Produzindo conhecimentos interdisciplinares no aprimoramento da cidadania.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MENSAGENS PARA AMIGOS - PENSADOR - CORREIO ELETRÔNICO




Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.
desconhecido
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
Mario Quintana
Bom dia, amigo
Que a paz seja contigo
Eu vim somente dizer
Que eu te amo tanto
Que vou morrer
Amigo... adeus
Vinícius de Moraes
Os Viajantes e o Urso

Um dia dois viajantes dera de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingui-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:
_O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
_Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

Moral da história:
A desgraça põe à prova a sincaridade e a amizade
Esopo
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Albert Einstein
Ruinas da amizade

Quando você encontra alguém especial e se apaixona por essa pessoa, você começa a construir um relacionamento com os cuidados de quem constrói uma Maravilha.
Seus materiais básicos são constituídos de muito Amor, Companheirismo e Dedicação.
Até que um dia algo terrível acontece, jogando por terra toda sua construção.
É desalentador e faz mesmo pensar que todo seu trabalho fora em vão.
Mas isso é ledo engano: se construistes tudo realmente com beleza e pureza de sentimento, restará ainda uma magnífica Amizade.
Assim como as mais majestosas construções da Humanidade deixaram suntuosas ruinas das quais cuidamos e admiramos, a Amizade fruto de um Amor de verdade, deve e merece ser preservada.
Augusto Branco
"...Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida
inteira. [...] Amizade não é dependência, submissão. Não se tem amigos
para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da
letra.É independência, é respeito [...] O que é mais importante: a
proximidade física ou afetiva?[...]Assim como há os amigos imaginários
da infância, há os amigos invisíveis da maturidade. Aqueles que não
estão perto podem estar dentro. [...] Amigo é o que fica depois da
ressaca. É glicose no sangue.A serenidade."
Fabrício Carpinejar
“Compreendi que viver é ser livre… Que ter amigos é necessário… Que lutar é manter-se vivo… Que pra ser feliz basta querer… Aprendi que o tempo cura… Que magoa passa… Que decepção não mata… Que hoje é reflexo de ontem… Compreendi que podemos chorar sem derramar lagrimas… Que os verdadeiros amigos permanecem… Que dor fortalece… Que vencer engrandece… Aprendi que sonhar não é fantasiar… Que pra sorrir tem que fazer alguém sorrir…Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos… Que o valor está na força da conquista… Compreendi que as palavras tem força… Que fazer é melhor que falar… Que o olhar não mente… Que viver é aprender com os erros… Aprendi que tudo depende da vontade… Que o melhor é ser nós mesmos… Que o SEGREDO da vida é VIVER !!!”

“E umas das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi criadora de minha própria vida.”
Clarice Lispector

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A LOJA DE DEUS - PENSADOR - CORREIO ELETRÔNICO


Outro dia, entrei em uma loja muito diferente e vi um senhor no balcão. Maravilhado com a beleza da loja, perguntei:
- Senhor, o que vende aqui?
- Aqui vendemos os dons de Deus – foi a resposta dele.
E custam muito? – voltei a perguntar.
- Não custam nada, aqui tudo é de graça.
Contemplei admirado a loja. Vi que havia jarros de amor, vidros de fé, pacotes de saúde, fardos de perdão, caixas grandes de paz e muitos outros dons de Deus.
- Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero o maior jarro de amor, todos os fardos de perdão e um vidro grande de fé, para mim e para toda a minha família!

Então o senhor preparou tudo e entregou-me em um pequeno embrulho que cabia na palma da minha mão incrédula. Eu disse, surpreso: 
- Como é possível estar aqui tudo o que pedi?
- Sorrindo, o senhor me respondeu:
- Meu querido, na loja de Deus não damos os frutos, só as sementes. Plante-as.

A Bíblia diz que “dom de Deus” é um presente que Deus dá para nós. Como é presente, é de graça. E o maior presente que Deus nos deu foi a vida de seu Filho. Está escrito em Romanos 6:23: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus”.

Pela Bíblia sabemos que tudo o que é bom procede somente de Deus, e Ele nos oferece gratuitamente, é só queremos: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto...” (Tiago 1:17). Deus quer nos dar vida eterna através de Jesus. Portanto aceite Jesus, o maior dom de Deus!

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.

domingo, 26 de agosto de 2012

SAUDADES - CLARICE LISPECTOR - PENSADOR CORREIO ELETRÔNICO



Clarice Lispector: Saudades Sinto saudades de tudo que marc...

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector

DILU MELO - SANFONEIRA MARANHENSE - CORREIO ELETRÔNICO





rai4
25.09.1913 – Viana (MA) – 24.04.2000 – Rio de janeiro (RJ)
Quando cheguei a Teresina (PI) para estudar, em fevereiro de 1950, era grande a boba rivalidade entre os adolescentes maranhenses e piauienses, estes cheios de convencimento por morarem numa capital tão evoluída, enquanto que nós, os forasteiros, só tínhamos mesmo para mostrar, assim à mão, a cidade de Timom, do outro lado do Rio Parnaíba, à época um dos municípios mais atrasados do Brasil. Para chegar-se lá, só de canoa, em travessia muito perigosa.
Os teresinenses deitavam e rolavam com o progresso de sua terra: dois grandes cinemas, três imponentes igrejas, colégios, Faculdade de Direito, quartéis da Polícia e do Exército, Estação Ferroviária, Escola Industrial, calçamento de paralelepípedo, ponte metálica, seminário, convento, prédio com elevador. Nós, principalmente os sul-maranhenses, que nada tínhamos para contra-argumentar, valiamo-nos dos valores culturais de nosso Estado, citando seus famosos escritores e poetas, dentre eles: Aluízio de Azevedo, Artur de Azevedo, Gonçalves Dias, Viriato Correia, Graça Aranha, Coelho Neto, Humberto de Campos, Bandeira Tribuzi, Odilo Costa Filho, Susândrade, Raimundo Correia, Catulo da Paixão Cearense e, para arrolhar a boca de qualquer piauizeiro mais entusiasmado, nosso trunfo artístico maior: a compositora, cantora e sanfoneira Dilu Melo!
Num cenário em que todo o Brasil era dominado pelas vozes de Chico Alves, Emilinha Borba, Silvio Caldas, Marlene, Nélson Gonçalves, Aracy de Almeida, Orlando Silva, Vicente Celestino e outros, Dilu Melo disputava a fama e a popularidade pau a pau com eles. Tanto no rádio, quanto no mercado fonográfico.
Maria de Lourdes Argolo Oiver, a Dilu, nasceu em Viana (MA), a 25.09.1913, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) a 24.04.2000.
Criada em Porto Alegre (RS), aos 13 anos ganhou medalha de ouro num concurso de piano, atuando depois em algumas rádios.
Casou-se em 1930 com o Engenheiro Carlos Rodrigues de Melo, união que durou pouco mais de dois anos.
Em 1938, foi par para o Rio de Janeiro (RJ), estreando na Rádio Cruzeiro do Sul e, no ano seguinte, compunha, em parceria com Ovídio Chaves, a toada Fiz a Cama na Varanda, por ela gravada em 1941, naContinental, com enorme sucesso.
Essa música foi relançada mais tarde por Inezita Barroso, Dóris Monteiro, Nara Leão, Cantores de Ébano, diversos conjuntos de rock e regravada na França, em versão.
Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeom recebendo da imprensa a denominação deRainha do Acordeom, título a que logo abdicou, ao compor, tocar e cantar músicas que valorizavam o nome da sanfona, instrumento que ajudou a popularizar lançar, de sua autoria e de J. Portela, o xote Qual o Valor da Sanfona? e o baião Os Dez Mandamentos do Sanfoneiro.
Naquele tempo, o instrumento era chamado concertina ou acordeom. Seus grandes intérpretes da época, como Pedro Raimundo, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Antenógenes Silva, em Minas Gerais, Mário Mascarenhas e Sua Escola, em Minas Gerais e Adelaide Chiozzo, em São Paulo, tocavam acordeom. Contrapondo-se a eles, havia os sanfoneiros Luiz Gonzaga, seu irmão Luiz Gonzaga Sivuca – que, no início da carreira, era chamado de sanfonista – e Dilu Melo que, com Qual o Valor da Sanfona?, sacramentou esse nome por todo o Brasil.
Em 1944, registrou em disco a valsinha brejeira Lá na Serra, de Capiba, que se tornou sucesso nacional.
Pesquisadora do folclore brasileiro, além de pianista, violonista e harpista, viajou por todo o Brasil, divulgando seu repertório. Afastou-se da vida artística depois de 25 anos de carreira, mas ainda gravou um LP na Odeon e outro na Som.
Criou uma empresa teatral que produzia peças infantis e tornou-se professora na Escola de Música Sá Pereira, no Rio de Janeiro, ensinando dicção, impostação, danças folclóricas e História da Música.
São de sua autoria, além das já citadas, Dilu compôs Alecrim, toada gaúcha, Coco Babaçu, coco, Engenho D’Água, embolada, com S. Meira, Maravia, baião, com Jairo José, Saudades do Maranhão, valsa, com Roberto Martins, Telegrama, samba, Acalentando São Luís, toada, Meu Cariri, baião, Balada do Pranto e da Chuva, toada, com Rose Gama, Quando Durmo de Pé Sujo, arrasta-pé, Nas Águas do Mearim, toada, VianaCidade Magia, valsa, Coisas Erradas do Mundo, rojão, com Mardokeo Nacre, Tristeza de Juriti, toada, Cabocla, baião, com Argolio de Sá, Candelabro, valsa, Coisas do Rio Grande, polca, Meia Canha, polca, com Ovídio Chaves,Meninos dos Olhos Tristes, xote, com Ovídio Chaves, Meu Barraco, choro, Redinha de Algodão, baião, Sapo Cururu, baião, e Vida de Artista, samba-canção.
Dentre muitas músicas que gravou de autores diversos, destaca-se o motivo folclórico com arranjo de Antônio Almeida, Serenô – Serenô, eu caio, eu caio – valsinha brejeira que até hoje é cantada em todo o universo seresteiro.
Numa pequena amostra de seu trabalho, apresento-lhes o xote Qual o Valor da Sanfona?, gravado em 31.07.1948.
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17 Respostas em: “DILU MELO, A SANFONEIRA MARANHENSE”

  • WALTER FREITAS-PESQUEIRA Diz:

    Gostei da matéria, principalmente porque sempre imaginei tratar-se de um homem. Quanta ignorância a minha! Agora, já tenho a informação exata sobre a grande musicista, compositora e pesquisadora DILU MELLO.
  • Mundinho Fulô (Do Bico Doce) Diz:

    Amigo Walter, a Dilu é apenas mais um nome esquecedido da MPB, que, eu de cá, você daí, aos poucos vamos resgatando, neste magnífico espaço que é o Jornal da Besta Fubana.
  • Laercio Santos Diz:

    Oi pessoal que nos leem,
    Até que enfim achei essa musica que me perseguia desde meus
    tempos de criancinha infantil la em Londrina (PR).
    Na memoria persistiram o charmoso solo de sanfona e a frase
    “quem toca sanfona ó dona, não precisa trabalhar”. Parece que na
    época tambem haviam muitos “sanfoneiros” (no mau sentido)…
    Consegui uma versão em MP3 com a Dilu porem em ritmo de Vaneirão;
    não consegui baixar o Clipe acima e na letra está faltando a ultima
    estrofe (a do Maranhense);
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Prezado Laércio,
    Informe seu e-mail, e eu lhe mandarei a músuica na íntegra. Dilu surgiu quando começava a profissão de sanfoneiro, por isso ela explicava o valor daquele instrumento que nos maravilhava.
  • Laercio Santos Diz:

    Oi senhor Cardeal, meu email é laercium@yahoo.com.br
    e se puder enviar a musica (.mp3) e a letra completa eu
    desde já agradeço;
    Laercio;
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Prezado Laércio,
    A música já seguiu para o e-mail indicado, com a letra, que é esta:
    Qual o valor da sanfona?
    Eu perguntei ao mineiro
    Ele foi me respondendo
    Depende do sanfoneiro
    Se ele nasceu pra sanfona, ó dona
    Vale um montão de dinheiro
    Se ele nasceu pra sanfona, ó dona
    Vale um montão de dinheiro
    Perguntei ao cearense
    Dos lados do Quixadá
    Depende só do valor
    Que o sanfoneiro lhe dá
    Quem sabe tocar sanfona, ó dona
    Não precisa trabalhar
    Quem sabe tocar sanfona, ó dona
    Não precisa trabalhar
    Também me disse um gaúcho
    E vejo que tem razão
    Não vale um mundo todo
    Uma sanfona no galpão
    Quando sopra o minuano, ó dona
    Ela esquenta o coração
    Quando sopra o minuano, ó dona
    Ela esquenta o coração
    Assim disse um maranhense
    Nascido lá em Codó
    O amor e a sanfona
    Quanto mais velho melhor
    E quando toca, Dilu, minha dona
    Vale mais que ouro em pó
    E quando toca, Dilu, minha dona
    Vale mais que ouro em pó
  • Laercio Santos Diz:

    Oi sr Cardeal,
    Agora sim, tenho a letra completa e duas versões
    sonoras de “Qual o Valor que a Sanfona tem”. A versão em
    ritmo de vaneirão é uma gravação mais moderna, portanto com
    uma fidelidade bem maior que a original (78 rpm) e consegue
    uma reprodução, ligada a um amplificador, muito melhor; a
    cantora é a mesma (Dilu Mello) porem em outro tom.
    Estou tentando pegar as notas musicais corretas para
    executar na minha sanfona (Universal 120 baixos); espero
    ter sucesso e, por enquanto, estou mui grato pelas informações.
    Laercio.
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Prezado Laércio,
    Valeu!!!
    Vá divulgando por aí essa grande conterrânea, que encheu de orgulho o corçã maranhense!
  • Luiz Alexandre Raposo Diz:

    Oi, pessoal!
    Sou biógrafo da Dilú e escrevi um livro sobre essa artista fenomenal.
    Por favor, se puderem, cadastrem-se no site letras.com como fãs da Dilú. Seria uma forma de não deixar o nome dela no esquecimento. Esse site tem o cadastro (por ordem alfabética) de todos os artistas brasileiros. Basta procurá-la na letra D.
    Em tempo: estamos preparando um caderno musical com 32 partituras da Dilú (entre seus maiores sucessos), patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado do Maranhão que terá lançamento ainda neste mês de março. A publicação objetiva a comemoração do centenário de nascimento da artista no próximo ano.
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Prezado Luiz Alexandre,
    Parabéms! Mais um brasileiro de gabarito divulgando os valores de nossa MPB. Gostaria de adquirir o caderno com as partituras das músicas de Dilu, a qualquer preço, contanto que ele não contenha proibição de cópia dessas preciosidades.
    Por ora, contento-me em participar do site indicado.
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Meu Caro Luiz Alexandre,
    Mande o link completo do site, pois não consegui acessá-lo.
  • Luiz Alexandre Raposo Diz:

    Caro Cardeal,
    Assim que o caderno sair, pego um para você e entrarei em contato para saber como enviá-lo.
    O caderno terá distribuição gratuita e se destina às Escolas de Música, maestros, professores e estudantes de música.
    Grande abraço,
    Luiz Alexandre
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Conterrâneo Alexandre,
    Obrigado. Promessa é dívida!
  • josé maria dos santos abreu Diz:

    Maravilha é pouco pra dizer!!! Estou, devers, maravilhado em receber os versos, que na juventude, cantei um dia!…
    desejo adquirir o caderno de partituras dessa dilu mello.
  • Cardeal Mundinho Fulô (do Bico Doce) Diz:

    Prezado José Maria,
    Embora eu possua um respeitável acervo das músicas gravadas pela Dilu, não conto com suas partituras. Quem sabe, um dia…
  • Luiz Alexandre Raposo Diz:

    Cardeal,
    Estive muito ocupado nesses dois últimos meses, por isso fiquei em falta com você.
    O Caderno Musical da Dilú Mello com as partituras está pronto. Foi lançado no último 13 de abril, aqui em São Luís, no Museu Histórico e Artístico do Maranhão, com um show da cantora maranhense Fátima Passarinho, interpretando os antigos sucessos da Dilú. Fantástico!
    Como faço para lhe enviar o caderno?
    Sobre o endereço do site letras.com o endereço é esse mesmo. Tenta pelo google.
    Saudações,
    Luiz Alexandre

TRENZINHO CAIPIRA - CORREIO ELETRÔNICO



Trenzinho Caipira

Heitor Villa Lobos

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar no ar no ar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar

FOLCLORE NACIONAL - CORREIO ELETRÔNICO


Principais aspectos do folclore nacional, diversificação, características do folclore de cada região, lendas, personagens, festas e danças
folclore Nacional
Folclore Nacional: riqueza e diversificação cultural
  
Folclore Nacional: riqueza e diversificação
O Folclore Nacional é muito rico e diversificado. Em cada região do Brasil podemos encontrar diversos contos, lendas e personagens que estão estritamente relacionados com a cultura popular, principalmente, das áreas mais interioranas. Esse folclore é fruto, principalmente, da cultura oral e foi passando de geração para geração com o passar dos anos.
Folclore do Nordeste
Muito rico e diversificado, o folclore nordestino é um dos mais importantes aspectos culturais da região. Nos contos e lendas, são transmitidos valores, crenças, comportamentos e elementos imaginários do povo nordestino.
Cirandas: este tipo de dança folclórica cantada é muito comum no Nordeste, principalmente em Pernambuco. Nestas cirandas participam crianças e também adultos.
Bumba-meu-boi: surgiu no Nordeste e espalhou-se para a região norte do país. Com muita música, dança e brincadeira, é um dos mais representativos espetáculos do folclore nordestino. O evento gira em torno de uma carcaça de boi decorada, conduzida por um homem, que faz coreografias que são seguidas pelos outros participantes.
Não podemos deixar de destacar também a importância do frevo e do maracatu.
Folclore do Sudeste
Na região Sudeste, podemos destacar várias lendas e contos folclóricos. Estes contos estão ligados à cultura da região e servem como elementos de entretenimento ou de divulgação da sabedoria popular. As lendas que mais se destacam na região são: Saci-pererê, curupira, boitatá e mãe-de-ouro.
Com relação às danças folclóricas do Sudeste, podemos destacar: Batuque, Catira (Cateretê), Cana-verde, Caxambu, Jongo, Quadrilha e Fandango.
Folclore do Sul
O folclore da região possui possuí uma interessante miscigenação de elementos culturais indígenas, africanos e europeus (principalmente portugueses, alemães e italianos). As danças são muito importantes no folclore da região. Podemos citar como exemplos de danças folclóricas do sul do país: chula, baião, congada, cateretê, pau de fitas, marujada, chimarrita e jardineira.
Já com relação as lendas folclóricas, são mais comuns na região: boitatá, lenda do Sapé, Negrinho do Pastoreio, Tiaracajú, Saci-Pererê e Curupira.
Folclore do Norte
Muito marcado pela influência indígena. Muitos contos e lendas surgiram da imaginação e sabedoria dos povos indígenas da região. São típicas da região as seguintes lendas: Boto Cor-de-Rosa, Iara, Vitória-Régia, lenda da Mandioca e Uirapuru.
As festas e danças típicas do norte são: Carimbó, Ciranda, Boi-Bumbá e Marujada.
Folclore do Centro-Oeste
As lendas mais comuns na região Centro-Oeste do Brasil são: Ramãozinho, Saci-pererê, Lobisomem e Pé-de-garra. Com relação às festas tradicionais, podemos destacar: carvalhada, festas juninas e touradas. As dança folclóricas são: congada, folia de reis, tapiocas, cururu e tambor.  
  
  
  
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Veja também:

CANTIGAS DE RODA - FOLCLORE - CORREIO ELETRÔNICO


Cantigas de roda - cirandas
Cantigas de Roda - Cirandas
O que são as cantigas de roda, cirandas, músicas infantis, exemplos, folclore brasileiro,
caranguejo peixe é, atirei o pau no gato, capelinha de melão, escravos de Jó, ciranda cirandinha
cantigas de roda - cirandas Cantigas de roda: música infantil com coreografia
  
Introdução 
As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas são brincadeiras que consistem na formação de uma roda, com a participação de crianças, que cantam músicas de caráter folclórico, seguindo coreografias. São muito executadas em escolas, parques e outros espaços frequentados por crianças. As músicas e coreografias são criadas por anônimos, que adaptam músicas e melodias. As letras das músicas são simples e trazem temas do universo infantil.
Alguns exemplos de cantigas de roda:
Capelinha de melãoCapelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João! 
Caranguejo 
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!
Atirei o pau no gatoAtirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 
Ciranda cirandinha
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem tres filhas
Todas tres por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar
Escravos de Jó
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.
Peixe vivo
Como pode o peixo vivo
Viver fora da água fria
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Por me verem assim chorando
Por me verem assim chorando
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
A canoa virouA Canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa da (nome da pessoa)
Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava a (nome da pessoa)
Do fundo do mar
Siri pra cá
Siri pra lá
(Nome da Pessoa) é bela
E quer casar